Lisboa e a província angolana de Benguela poderão vir a ter voos directos em 2020, dependendo da conclusão do processo de certificação do aeroporto da Catumbela e do estudo de viabilidade económica.

Segundo o ministro dos Transportes angolano, Ricardo de Abreu, citado no “Jornal de Angola”, a certificação do aeroporto internacional da Catumbela, 20 quilómetros a norte da cidade de Benguela, capital da província homónima, está numa fase “avançada” de negociações, devendo estar concluído até ao fim do ano ou, o mais tardar, no início de 2020.

Ricardo de Abreu falava na sequência da visita que o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, efectuou na quinta e sexta-feira às províncias angolanas da Huíla e Benguel, tendo adiantado ter tido conversas com
as autoridades portuguesas sobre a possibilidade de a ligação aérea directa se concretizar, o que dependerá também de um estudo de viabilidade económica.

Portugal e Angola estão ligadas pelas companhias aéreas dos dois países – TAP e TAAG – a partir de Lisboa e Porto, mas com destino apenas para Luanda.

As duas províncias, vizinhas, albergam uma das maiores comunidades portuguesas em Angola, sobretudo empresários ligados às áreas industriais e agrícolas, região que aloja também o porto do Lobito, um dos maiores do país, e os Caminhos de Ferro de Benguela, e que o governo de Luanda pretende transformar numa
plataforma de transporte de mercadorias.

O “hub”, a concretizar-se em pleno – já está em funcionamento, embora ainda de forma deficitária -, permitirá não só escoar a produção agrícola e industrial do interior angolano, via caminho de ferro, como também a dos países da região, como República Democrática do Congo, Zâmbia e Zimbabué.

Segundo Ricardo de Abreu, se tudo correr normalmente, as ligações aéreas directas de e para Lisboa, bem como de e para outras capitais africanas, poderão ser uma realidade a partir do aeroporto da Catumbela, inaugurado em 27 de Agosto de 2012.

“Acredito que sim, por aquilo a que assistimos ao longo da visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Há a possibilidade de termos a Catumbela a fazer ligações directas a Lisboa e outras capitais”, sublinhou.

Ricardo de Abreu adiantou que está também em curso a alteração do próprio regime de exploração dos aeroportos de Angola, o que irá permitir acelerar o processo de certificação não só da Catumbela como de outros aeródromos do país.

 

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