Acabada de sair da “lista negra” da Comissão Europeia, a TAAG propõe-se viajar para Paris, Londres ou Frankfurt, mas não será para já, adianta o presidente da companhia.

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“Gostaríamos de ir para Paris, Frankfurt ou Londres, mas provavelmente ainda não chegou o momento. Em termos de expansão da nossa rede, ainda estamos a alguns anos de distância (…) Por agora, estamos concentrados nas rotas para Portugal, na doméstica e no hub’ em Luanda”, disse o presidente da companhia angolana, o britânico Peter Hill, em entrevista à “Air Transport World” (ATW).

A companhia angolana foi colocada na “lista negra” da União Europeia em Julho de 2007, mas dois anos mais tarde foi autorizada a voar de Luanda para Lisboa e depois para o Porto, na sequência de auditorias e acordos bilaterais, entre Portugal e Angola, envolvendo as autoridades de aviação dos dois países.

Com a saída da “lista negra”, “a TAAG está agora livre para se candidatar a qualquer licença comercial para operar em qualquer dos Estados-membros da União Europeia e está no mesmo nível que qualquer grande companhia aérea estrangeira a voar para a Europa”, anunciou a empresa em comunicado enviado.

Para a Europa, a companhia pode operar com os Boeing 777-200 ER, 777-300ER e 737-700.

Reduzida a oferta para o Brasil

No sentido contrário, a transportadora aérea angolana reduziu as frequências para o Brasil, devido ao baixo tráfego registado nos últimos tempos.

O vice-presidente do conselho de administração da TAAG, Joaquim Cunha, explicou à “Lusa” que a empresa está a avaliar a situação e para não acumular prejuízos optou já por reduzir as frequências. “Estamos nesta fase com algumas dificuldades em relação às rotas do Brasil, nomeadamente São Paulo e Rio [de Janeiro]. Está em avaliação sobretudo a rota do Rio de Janeiro, porque o tráfego está muito baixo”, indicou.

O mesmo responsável frisou que enquanto as frequências para o Brasil foram reduzidas, para Portugal foram aumentadas, o que “significa que é a linha mais importante da companhia”.

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