A companhia aérea angolana TAAG será privatizada a 49%, mas nenhum investidor poderá deter mais de 10% do capital, anunciou o presidente da Comissão Executiva.

Sem o dinheiro de outros tempos, o governo de Angola prepara-se para dar entrada ao capital privado na TAAG, disse o presidente da Comissão Executiva da companhia, Rui Carreira.

“Quando se fala na privatização da companhia, deve-se ter em conta que o Estado angolano já não tem a pujança que tinha em anos anteriores, em que era capaz de financiar as suas empresas de uma forma mais folgada”, disse Rui Carreira em entrevista à “Angop”.

O presidente da Comissão Executiva da TAAG adiantou que os investidores privados preenchem a incapacidade financeira do Estado, entrando com capital que permitirá ultrapassar a situação financeira e operacional da companhia, “tornando-a rentável.”

Rui Carreira informou que até à data esteve a ser preparado o pacote institucional e legal, através dos decretos que autorizam e definem os parâmetros da privatização e a transformação da TAAG de empresa pública em
sociedade anónima.

O processo de privatização abrange 49% das acções representativas do capital social, com o Estado a manter 51%. Dos títulos a alienar 10% estão reservados aos trabalhadores do sector dos transportes e os restantes 39%
disponíveis para comercialização no mercado.

Rui Carreira esclareceu, no entanto, que as entidades nacionais ou estrangeiras interessadas em adquirir acções da TAAG estarão limitadas à compra de uma participação máxima de 10%.

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