A TAAG deverá suspender os voos entre Luanda e Praia, em Cabo Verde, caso não receba incentivos ou subsídios para manter a rota, que é deficitária, afirmou Peter Hill, o CEO da transportadora angolana.

TAAG - B777-300

Peter Hill disse ao angolano “Valor Económico” que a ligação a Cabo Verde é uma das menos rentáveis da TAAG, “custando à companhia 2,5 milhões de dólares por ano para transportar uma média de apenas 20 pessoas por voo, luxo a que não nos podemos dar”.

O gestor disse ainda que uma decisão final dependerá do governo angolano, que poderá manifestar interesse na manutenção da ligação entre Luanda e Praia e estar preparado para subsidiá-la. O governo de Cabo Verde também tem uma palavra a dizer sobre o assunto, que poderá passar pela redução das taxas de aterragem ou dos custos associados com combustíveis.

“Caso seja possível chegar a um entendimento sobre estas questões vamos assegurar a ligação enquanto serviço público”, disse o gestor da TAAG, que recordou que a companhia que gere “tem de ganhar dinheiro.”

A companhia aérea de Angola é gerida por uma equipa nomeada pela Emirates, ao abrigo de um acordo de cooperação assinado com o governo de Angola em 2014.

Tags:

Os comentários estão encerrados.