A privatização da Cabo Verde Airlines (TACV) ficará concluída este ano, garantiu esta semana o ministro do Turismo e Transportes cabo-verdiano. O contrato de gestão com a Icelandair não será renovado.

José Gonçalves repetiu, assim, as garantias dadas pelo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, em Maio passado, de que o o processo da TACV “ficará concluído” até ao final do ano e com “vantagens enormes” para o país.

O ministro adiantou, de acordo com a imprensa local, que o contrato com a Icelandair para a gestão da companhia aérea cabo-verdiana não será renovado, atendendo a que é válido por um ano e foi assinado em Agosto de 2017, “uma vez que, estando-se na fase de privatização deixa de haver necessidade de um contrato de gestão.”

O ministro anunciou, por outro lado, que a Cabo Verde Airlines começará a voar para Lagos e Luanda , com o propósito de trazer passageiros cujo destino final seja a Europa ou a América do Norte.

Os voos da Cabo Verde Airlines para Angola devem começar antes do final do Verão e para a Nigéria em Outubro próximo, tendo nesse sentido as agências de aviação civil de Cabo Verde e da Nigéria assinado, terça-feira, na Praia, um memorando de entendimento.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a TACV, que mudou a base operacional da capital cabo-verdiana para a Ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais, depois de ter cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

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