Fernando Pinto insiste na necessidade de capitalizar a empresa, através da privatização, mas mantendo-o como companhia de bandeira.

No primeiro semestre do ano, a TAP conseguiu reduzir o seu endividamento em cerca de 100 milhões de euros. Isto apesar de ter apresentado resultados negativos de cerca de 79 milhões de euros, anunciou, entrevista, o CEO da empresa.

Actualmente, o passivo da companhia aérea ascende a 1,3 mil milhões de euros e a situação líquida é negativa em cerca de 300 milhões de euros. Fernando Pinto desdramatiza. E lembra que quando assumiu funções a TAP já devia mil milhões e facturou outro tanto, enquanto hoje factura 2,4 mil milhões.

O objectivo estratégico, sublinhou, é “limpar” o passivo até 2016.

Para tal é necessário recapitalizar a TAP, mediante uma operação de privatização, até porque o Estado está impedido de injectar dinheiro na empresa, lembrou Fernando Pinto. O CEO escusa-se a avançar que parte do capital deverá ser privatizada e considera indiferente a nacionalidade do comprador. Ao invés, sustenta a importância de manter em Portugal o centro de decisão da TAP, como companhia de bandeira, porque o país precisa de uma plataforma giratória de distribuição.

Sobre a Groundforce, Fernando Pinto defendeu que a empresa tem muito valor mas precisa mudar algumas regras de trabalho. A TAP continua a negociar a venda da empresa de handling, mas o CEO garante que há soluções alternativas.

Apesar das perdas do primeiro semestre, a TAP mantém o objectivo de regressar aos lucros no final do exercício.

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