A TAP voltou hoje a queixar-se dos “graves constrangimentos e limitações” do aeroporto de Lisboa e do controlo do tráfego aéreo, que se têm agravado.

Como principal companhia aérea a operar no Aeroporto Humberto Delgado, a TAP é a “mais afectada pelos graves constrangimentos desta infra-estrutura aeroportuária”, disse fonte oficial da transportadora à “Lusa”.

“Esses constrangimentos e limitações do aeroporto de Lisboa, a que se juntam também os de controlo do tráfego aéreo, têm vindo a agravar-se e têm causado sérios danos à pontualidade da TAP, provocando atrasos significativos em toda a operação da companhia”, segundo a transportadora, que considerou esta “situação muito preocupante e danosa para os seus planos de expansão”.

Assim, segundo a mesma fonte, as queixas dos passageiros reflectem essas “perturbações, às quais se juntam também desafios operacionais” que a empresa espera resolver brevemente com a chegada de novos aviões e com “o recrutamento, em curso, de mais tripulantes”.

Ontem, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou que a TAP está a “sofrer dores de crescimento” e está a responder a ineficiências operacionais, nomeadamente
através da alteração do “processo de instrução” dos pilotos.

Questionado sobre cancelamentos e atrasos da companhia área nacional, o governante respondeu que a “TAP está a sofrer dores de crescimento”, porque “cresceu brutalmente”.

O ministro informou ainda que a transportadora criou uma estrutura interna para gerir os cancelamentos e que a Comissão Executiva da empresa já transmitiu ao Governo que “espera estabilizar significativamente a operação”.

Pedro Marques citou ainda dados do Eurocontrol segundo os quais metade dos atrasos se devem à posição geográfica periférica de Portugal e lembrou os registos de mau tempo, greves e questões laborais em várias companhias.

 

This article has 2 comments

  1. Devia ter previsto esta situação e desviado algumas rotas para a cidade do Porto como é óbvio e além disto pensado na alternativa da base aérea de Beja mas neste país nada se pensa e nada se planeia a m e lprazo !

  2. … médio e longo prazo !