Em vésperas de ser (?) privatizada, a TAP regressou às perdas, por culpa de factores conjunturais que o aumento do tráfego não logrou compensar.

TAP - Açores

Em 2014, a companhia aérea nacional registou um resultado líquido negativo de 46 milhões de euros, que contrasta com os ganhos de 34 milhões de euros do exercício anterior. Os resultados do grupo ainda não são conhecidos mas serão seguramente muito piores que as perdas de cinco milhões de euros de 2013.

E no entanto, em 2014 a TAP aumentou em 6,6% o número de passageiros, até aos 11,4 milhões, e alcançou a melhor taxa de ocupação de sempre, nos 80,6% (mais 1 p.p.).

Mas a operadora nacional foi “traída” pelos atrasos na entrada ao serviço dos seis novos aviões, por problemas técnicos com algumas aeronaves da frota, e por 22 dias de greve (concretizada ou intentada) dos trabalhadores da empresa, dos controladores europeus, etc..

Daí decorreram perdas estimadas em 108 milhões de euros. Só o fretamento de aviões custou 16 milhões. A transferência de passageiros 27 milhões. E as indemnizações a passageiros 12 milhões.

A redução da tarifa média representou uma perda potencial de 53 milhões de euros. De facto, se o número de passageiros aumentou 6,6%, o volume de receitas manteve-se praticamente estável na casa dos 2,48/2,49 mil milhões de euros.

Na apresentação dos resultados, os responsáveis da TAP sublinharam que os prejuízos de 214 não representarão mais do que uma interrupção na tendência de crescimento da companhia, tendência essa que deverá ser retomada já no ano corrente.

 

A TAP está em processo de privatização. Curiosamente, hoje mesmo ficou a saber-se que as companhias brasileiras apontadas como potenciais candidatas – Gol, Azul e Avianca – não deverão apresentar propostas.

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