Por causa da venda à Urbanos e do concurso para as licenças de operação nos aeroportos de Lisboa e Porto, a TAP, SGPS viu-se obrigada a injectar 123 milhões de euros na Groundforce, no ano passado.

A medida está enunciada no relatório e contas da operadora de handling, relativo ao exercício de 2011. No essencial, tratou-se de converter os empréstimos da holding em prestações acessórias de capital. E com isso, a Groundforce deixa de ter capitais próprios negativos.

No final de 2011, a empresa tinha um passivo acumulado de 147,8 milhões de euros, mais 2,4 milhões que a 31 de Dezembro de 2010.

No ano findo, a Groundforce registou um resultado líquido negativo de 11,1 milhões de euros (que compara com os -15,3 milhões de euros de 2010, descontada a operação de Faro, ou os -43,6 milhões incluindo aquela estação). O resultado operacional foi de -8,6 milhões de euros (contra -15,9 milhões, ou -41,9 milhões). E o EBITDA melhorou para -6,5 milhões de euros (-8,4 milhões, ou -36,3 milhões).

A empresa, que praticamente divide o mercado nacional de handling aeroportuário com a Portway, alcançou em 2011 uma quota de 62% (em número de movimentos), contra os 68% de 2010, variando entre os 81% registados em Lisboa e os 53% do Porto.

A TAP e a Urbanos aguardam ainda a autorização do Governo para concluírem o negócio de compra e venda de 50,1% do capital da Groundforce ao grupo privado.

Em aberto continua também o concurso para a concessão das licenças de operação nos aeroportos de Lisboa e Porto, vitais para a sobrevivência da empresa.

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