O INAC já autorizou a TAP a voar entre Lisboa e Porto e a R.P. China.

A autorização foi dada no último dia de Agosto e aplica-se às ligações entre Lisboa e Pequim e Xangai, e entre o Porto e Pequim.

A companhia aérea nacional ainda não tem uma data definida para o arranque das operações. Os voos serão realizados em “code share” com uma companhia chinesa, até porque a TAP não tem de momento aviões capazes de assegurar o serviço.

A Air China é o parceiro mais provável da TAP, na sequência do acordo alcançado em Maio passado para as ligações entre quatro cidades para onde a TAP voa e as metrópoles de Pequim e Xangai, servidas pela Air China.

Anualmente, cerca de 60 mil pessoas viajarão entre Portugal e a R.P. China.

A companhia aérea portuguesa chegou a voar para Macau, na sequência da inauguração do aeroporto internacional local, mas a operação foi posteriormente cancelada por falta de rendibilidade.

Entretanto, o Governo estará a equacionar a privatização integral da TAP, no âmbito do processo de recapitalização da transportadora aérea.

O jornal “i” de hoje cita uma fonte do Ministério das Finanças, segundo a qual “o aumento de capital, necessário para acorrer à regularização dos capitais do Grupo [TAP], só poderá efectuar-se com recurso à entrada de novos sócios privados, ou pela integral privatização da empresa, em conformidade com a legislação e regulamentos da UE”.

O Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) entregue pelo Governo em Bruxelas prevê apenas a “alienação parcial da participação do Estado”.

A TAP precisa de dinheiro fresco para “limpar” as contas, onde avulta um passivo de cerca de 1,3 mil milhões de euros. O Estado está impedido de injectar dinheiro na empresa pelas regras comunitárias.

Fernando Pinto, CEO da companhia, defende que com a privatização a TAP passaria a ser uma empresa “normal”. Mas defende também a necessidade de Portugal manter uma companhia de bandeira, não necessariamente pública mas com o centro de decisão e a plataforma giratória de operações em Portugal”.

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