O consórcio Tave Tejo já terá pedido ao Estado uma indemnização pelos custos suportados com o primeiro concurso para a ligação de Alta Velocidade Lisboa-Poceirão. Novo pedido poderá seguir-se caso a Rave não avance com um novo concurso. O prazo termina amanhã.

O consórcio liderado pelos espanhóis da FCC confirmou ao “Público” ter decidido pedir uma indemnização de dez milhões de euros para “ressarcimento dos custos director incorridos na elaboração da proposta” ao primeiro concurso.

A proposta do Tave Tejo foi a melhor pontuada pelo júri do concurso, mas entretanto o Governo decidiu anular o procedimento.

O pedido de indemnização avança, independentemente de ir haver, ou não, um segundo concurso. Ainda ao “Público”, o consórcio disse aguardar que “a Rave e o Estado português apresentem, dentro do período previsto na lei, as condições do novo concurso”.

O prazo, de seis meses, terminará amanhã. Caso não haja novo concurso, o consórcio poderá avançar com novo pedido de indemnização, sendo que nesse caso, diz o jornal, poder-se-á estar a falar de valores entre os 70 milhões e os 140 milhões de euros.

Para além do consórcio liderado pelos espanhóis da FCC também o Altavia, liderado pela Mota-Engil, estará disposto a avançar com um pedido de indemnização ao Estado. Mas não é certo se esse pedido visará apenas a não realização de um segundo concurso, ou se versará também os custos do primeiro.

No primeiro concurso para o Lisboa-Poceirão esteve também envolvido o consórcio Elos, liderado pela Brisa e pela Soares da Costa. Mas a sua proposta não passou à fase decisiva, pelo que é improvável que dali surja algum pedido de indemnização. Além do que a Elos já ganhou o concurso para o Poceirão-Caia.

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