A AENA, gestora aeroportuária espanhola, arrisca perder receitas de 50 milhões de euros/ano, pelo menos, durante dez anos, caso avance a baixa de 2% das taxas aeroportuárias em 2017, como pretendem as companhias e propõe a entidade reguladora.

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A pouco mais de um mês do início de 2017, em Espanha a AENA ainda não sabe que taxas aeroportuárias irá praticar. Depois da redução de 1,9% implementada este ano, as companhias aéreas defendem uma nova redução de 2% e nisso contam com o “apoio” da Comissão Nacional do Mercado de Capitais (CNMC).

A decisão está agora nas mãos do Governo. Sendo certo que o anterior Executivo, também liderado por Mariano Rajoy, decidiu o congelamento das taxa portuárias a fixar em 2017 por um prazo de dez anos.

Da AENA dizem que cada 1% de redução das taxas custa à gestora aeroportuária 25 milhões de euros de receitas. Considerando os 2% de que se fala para 2017, as perdas subiriam para 50 milhões. Olhando para os dez anos de congelamento das taxas, as perdas multiplicam-se.

As taxas aeroportuárias são a principal fonte de receitas da AENA (1 959 milhões de euros no acumulado dos primeiros nove meses do ano). A empresa, privatizada em 49%, obteve no final de Setembro um lucro recorde de 944 milhões de euros (639 milhões no período homólogo de 2015).

 

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