Por causa do aumento do tráfego acima do esperado, a ANA aumentará amanhã as taxas aeroportuárias, 5,38% em Lisboa e 1,9% no Porto. A 1 de Janeiro de 2016 haverá novos aumentos.

Aeroporto do Porto

Segundo a empresa liderada por Ponce de Leão, que desde o início de 2013 está nas mãos do grupo francês Vinci, este ajustamento tarifário resulta de um aumento do tráfego nestes dois aeroportos acima do previsto em 2014, um desvio de 4,6% na Portela e de 9,2% no aeroporto Francisco Sá Carneiro.

“O tráfego acumulado à data de 31 de Maio é superior ao previsto em 2014 e as perspectivas de evolução para o Verão IATA indiciam um desempenho no segundo semestre que irá acentuar ainda mais esta tendência”, lê-se na decisão da gestora aeroportuária.

Ainda assim, a ANA esclarece que este aumento é “apenas uma recuperação parcial”, correspondente a 36% do desvio apurado em Lisboa e 8,36% no Porto.

“Esta decisão tarifária está em linha com o já ocorrido em 2014 e evitará avolumar o valor das taxas não cobradas às companhias aéreas, a recuperar dois anos mais tarde, e promove uma evolução tarifária mais estável das taxas entre 2015 e 2016, ao mesmo tempo que mantém suficiente margem de segurança para absorver, caso ocorra, qualquer abrandamento no ritmo de crescimento de tráfego daqueles aeroportos”, acrescenta.

A 1 de Janeiro, haverá um novo aumento das taxas reguladas nos aeroportos portugueses, que se traduzirá numa subida média anual de 2,82%, sendo de 4,44% em Lisboa, 1,41% no Porto, 0,73% nos Açores e 0,89% em Faro. Já no aeroporto da Madeira, as taxas sofrerão uma redução de 1,02% no próximo ano.

Em termos absolutos, o aumento da receita regulada por passageiro é em média de 27 cêntimos na rede ANA, oscilando entre cinco cêntimos nos Açores e 46 cêntimos em Lisboa.

Contactada pela “Lusa”, a RENA – Associação das Companhias Aéreas, que tem contestado os sucessivos aumentos das tarifas reguladas e ajustamentos tarifários, não quis fazer comentários às actualizações decididas pela ANA para 2016, explicando que os fará “no momento oportuno”.

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