O “Blumerlin” foi o primeiro navio comercial a atracar no Terminal Multiusos de Leixões, confirmando as potencialidades daquela área como reserva de capacidade do porto nortenho.

O navio, agenciado pela Naviborges, esteve em Leixões a descarregar 744 toneladas de madeiras exóticas brasileiras. A opção de “desviá-lo” para o novo terminal resultou do congestionamento do terminal do TCGL.

Fonte da concessionária explicou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS que “um dos principais constrangimentos do Porto de Leixões é a falta de espaço para armazenamento de mercadorias” e que “o Terminal Multiusos oferece um cais e espaço adjacente que podem permitir, com a autorização da Autoridade Portuária, uma resposta nos momentos de especial congestionamento da área concessionada ao TCGL”.

O novo Terminal Multiusos representa mais uma frente de cais (o “Bluemerlin” tem 126 metros de comprimento) e, tanto ou mais importante, um terrapleno “que constitui um importante apoio para a movimentação destas mercadorias”.

A opção de operar no novo terminal terá também sido proporcionada pelo facto de o navio em causa dispor de meios próprios de descarga.

A partir daqui o TCGL admite utilizar o novo terminal “sempre que ocorram situações de congestionamento do porto, evitando assim eventuais atrasos nas cargas e descargas de navios”, acrescentou a mesma fonte.

O Terminal Mulitusos situa-se junto ao Molhe Sul do porto de Leixões, numa área durante muito tempo negligenciada e onde está agora a crescer também o novo terminal de cruzeiros do porto nortenho.

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