O despacho que fixa os termos da renegociação da concessão dos terminais de carga geral e granéis sólidos do porto de Leixões foi ontem assinado, anunciou hoje a ministra do Mar, na apresentação da Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária, no porto nortenho.

 

A TCGL,empresa do Grupo ETE, acordou com o Estado “investir cinco milhões de euros e baixar em 30% os preços praticados”, adiantou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS Ana Paula Vitorino.

Em contrapartida, acrescentou a ministra, a concessionária vê o seu contrato “prolongado por cinco anos”.

Marcília Montenegro, administradora da TCGL, confirmou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS os termos genéricos do acordo, precisando apenas que o referido investimento de cinco milhões destinar-se-á à compra de “equipamentos mais amigos do ambiente”, em linha com as “necessidades dos clientes”.

Com o prolongamento agora acordado, a concessão da TCGL só terminará em 2030.

A renegociação da concessão da TCGL é a primeira a ficar concluída, num processo que se iniciou já em 2014, por iniciativa do anterior governo, então com o objectivo declarado de reduzir os custos portuários.

TCL é o “senhor que se segue”

Até ao final do mês, deverá ficar fechada também a renegociação da concessão do terminal de contentores de Leixões, detida pela TCL, agora do universo Yilport.

Sobre a mesa está a reconversão do Terminal de Contentores Sul (uma das obras previstas na Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária), de modo a aumentar a sua capacidade, dos actuais 490 para 620 mil TEU.

O investimento previsto é de 43,4 milhões de euros, a ser integralmente pela concessionária, com a contrapartida de um alargamento do prazo contratual em cinco anos.

 

 

 

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