Um ano depois de ter passado a fasquia dos 500 mil TEU e quase quatro anos antes do previsto no modelo financeiro da concessão do terminal de contentores, TCL e APDL festejaram hoje os 600 mil TEU movimentados em Leixões.

O presidente da administração portuária, sublinhou a propósito o ritmo crescente de crescimento do movimento de contentores de Leixões, lembrando que foram precisos quatro anos para passar dos 300 mil para os 400 mil TEU, três anos para chegar aos 500 mil TEU, e um ano apenas para superar a fasquia dos 600 mil TEU.

E se é verdade que os números de Leixões foram “engordados” pelas dificuldades criadas pelas greves noutros portos, em particular Lisboa, Brogueira Dias lembrou ainda que Leixões já estava a crescer mais de 20% antes das greves.

E a APDL não quer ficar por aqui, razão por que o presidente da autoridade portuária anunciou para o primeiro trimestre do próximo ano a apresentação do projecto do novo terminal de contentores que, disse, permitirá duplicar a actual capacidade de Leixões.

Lopo Feijó, administrador da TCL, confessou que “nem nos nossos melhores sonhos” pensavam, no arranque de 2012, chegar aos 600 mil TEU; mas que isso tornou-se um objectivo atingível a partir de Outubro, quando o crescimento disparou com o agudizar da crise nos outros portos.

Feijó reconheceu que cerca de 80% da carga perdida em Lisboa, por efeito das greves, terá sido desviada para Leixões, e lamentou o definhamento do porto da capital que, disse, se iniciou quando foi travado o projecto de expansão do terminal de Alcântara. Um erro, na sua opinião, que o País “vai pagar com língua de palmo”.

Elogiada foi a posição “responsável” do sindicato dos trabalhadores portuários de Leixões, quer nas negociações do novo CCT, quer resistindo às pressões ao longo dos meses que levam as greves nos outros portos. Lopo Feijó garantiu que “as relações laborais em Leixões são exemplares”.

Mas o recorde dos 600 mil TEU é também motivo de preocupação para a concessionária. Porque “atingimos o limite das nossas capacidades”, o que torna mais urgente, rever o layout do terminal (Sul) e ganhar espaço, alertou Lopo Feijó. E daí o apelo à APDL para que acelere as negociações.

Ricardo Fonseca e Pedro Matos Fernandes, os dois antecessores de Brogueira Dias na presidência da APDL, foram, naturalmente, as presenças mais notadas, e mais saudadas também, na cerimónia que assinalou os 600 mil TEU em Leixões. Ricardo Fonseca terminou há meses a sua missão à frente da Metro do Porto, e Matos Fernandes iniciou uma nova experiência na gestão do porto de Nacala, em Moçambique.

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