No ano passado, as administrações portuárias encaixaram 67,96 milhões de euros de receitas das concessões, 5% mais que o recebido em 2012 e 5% acima do previsto pelo Governo para 2013, de acordo com o relatório da UTAP – Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos.

No último trimestre, tradicionalmente o mais fraco, as rendas (fixas e variáveis) pagas pelas concessionárias chegaram aos 17,29 milhões de euros, o que representou um ganho homólogo de 7%.

A TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões, continuou sendo a concessionária que mais paga de rendas. Em 2013, foram 16,57 milhões de euros, sensivelmente o mesmo que em 2012 e o equivalente a 24% das rendas de todas as concessões.

Do mesmo modo, a APDL foi de novo a administração que mais recebeu das concessionárias: foram 28,34 milhões de euros (incluindo 584 mil euros de serviços turísticos e hoteleiros).

No ranking das concessionárias que mais dinheiro entregaram às respectivas administrações portuárias, atrás da TCL surge a CLT (Grupo Galp Energia), concessionária do terminal de granéis líquidos e da gestão de resíduos de Sines, que pagou 8,23 milhões de euros. Seguem-se-lhes a Sotagus (terminal de contentores de Santa Apolónia, Lisboa), com 7,09 milhões de euros, a Petrogal (terminal de produtos petrolíferos de Leixões), com 6,45 milhões de euros, a Portsines (terminal multipurpose de Sines), com 4,54 milhões de euros, e a Sadoport (terminal multiusos – zona 2 de Setúbal), com 3,88 milhões de euros.

O relatório destaca o caso de Sines, com um aumento de 15% nas rendas das concessões, em boa parte devido ao crescimento dos pagamentos da PSA Sines, que pagou três milhões de euros, praticamente o dobro do verificado em 2012.

Sublinhe-se o facto de as rendas não serem directamente comparáveis entre si. E no caso particular do terminal de contentores de Sines, importa lembrar que a concessão foi feita em regime BOT.

Com o crescimento experimentado, Sines ascendeu ao segundo lugar no ranking das administrações portuárias com mais receitas das concessões, com um total de 17,12 milhões de euros. Lisboa recebeu 15,7 milhões, Setúbal 6,35 milhões e Aveiro 454 mil euros.

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