A utilização do gás natural liquefeito (GNL) como combustível marítimo implicará investimentos desproporcionados face às reduções de emissões alcançadas, defende a plataforma Transport & Environment (T&E).

A criação de infra-estruturas de gás natural liquefeito (GNL) para o transporte marítimo de mercadorias na Europa custaria 22 mil milhões de dólares (18,8 mil milhões de euros), oferecendo uma redução de 6% nas emissões de gases de efeito estufa em 2050 em comparação com o diesel substituído, sustenta a T&E com base num estudo encomendado à University Maritime Advisory Services.

A União Europeia já investiu 500 milhões de dólares (428 milhões de euros) em infra-estruturas de GNL para reabastecer navios.  “O GNL não é um combustível ponte, é uma distracção cara que tornará mais difícil para a UE alcançar as metas climáticas e reduzir as importações de gás de origens como a Rússia”, afirmou, em comunicado, Faig Abbasov, responsável pelo transporte marítimo na T&E.

Em Abril, a IMO chegou a um acordo para que o transporte marítimo internacional reduza, pelo menos, para metade as suas emissões de gases de efeito de estufa até 2050. O transporte marítimo global representa 2-3% das emissões e, sem medidas adicionais, será responsável por até 14% até 2050.

» LNG as a marine fuel in the EU

 

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