O porto de Tenerife vai receber um apoio de 400 mil euros da União Europeia para analisar o potencial de tornar-se um porto de transhipment para as linhas de navegação que operam nos mercados da África Ocidental.

O estudo que Bruxelas vai apoiar terá duas vertentes: uma relativa à viabilidade de um hub de transferência de GNL, no Sul da ilha, e outra concernente à construção de um terminal de transbordo dfe contentores para carga da África Ocidental.

O interesse do porto da ilha espanhola prende-se, por um lado, com o crescimento das trocas comerciais entre a África Ocidental e Europa e a Ásia e, por outro, com a tendência que a indústria de navegação tem para utilizar navios de cada vez maiores dimensões. E muitos portos da África Ocidental estão mal equipados para operarem navios com capacidades iguais ou superiores a cinco mil TEU.

Tenerife não é, porém, o único porto na região à procura de tornaar-se um hub de águas profundas. Também Abidjan pretende atrair aquele tipo de tráfego. Um consórcio formado pela Bolloré, a APM Terminals e a Bouygues pretende construir ali um segundo terminal de contentores até 2018, com capacidade para operar navios de até 8 500 TEU.

A Bolloré e a APM Terminals também têm um acordo para um projecto de porto de águas profundas no Gana, onde a sua parceria Meridian Port Services se propõe investir mil milhões de dólares (800 milhões de euros) no aumento da capacidade do porto de Tema para os 3,5 milhões de TEU/ano.

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