Os navios porta-contentores de 4-14 000 TEU são os que permitem as maiores produtividades aos terminais, conclui uma análise da CTI Consultancy, de Singapura.

DP World - Jebel Ali

O estudo trabalhou dados de 12 dos maiores portos de contentores da Europa, Ásia e Médio Oriente, relativos ao primeiro semestre do ano corrente. Na Europa foram considerados os portos de Roterdão, Hamburgo, Antuérpia e Bremerhaven.

A produtividade bruta dos pórticos de cais atingiu um pico de 26,5 movimentos/hora na operação de navios de 7-10 000 TEU, e caiu para os 24 movimentos quando se tratava de operar navios de 14-18 000 TEU.

A justificação avançada para a menor produtividade é a das maiores dimensões dos navios e dos pórticos envolvidos nas operações de carga e descarga e, logo, as maiores distâncias que os contentores têm de percorrer, em altura e comprimento sobre os navios.

A ser assim, o ideal para os terminais de contentores, em termos de produtividade, serão os navios de 4-14 000 TEU, mais estáveis, melhor equipados e com menos filas de contentores a bordo, sustenta a consultora.

Certo é que os operadores de terminais queixam-se não raras vezes de que trabalharem os mega-navios não  é o mais produtivo para eles, e de que o “upside” é reduzido quando as escalas aumentam apenas marginalmente.

 

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