O terminal de contentores do porto de Sines deverá retomar a actividade a 100% amanhã, domingo, uma semana depois do derrame de combustível que obrigou ao encerramento das operações.

Porto de Sines - Terminal XXI

Iniciadas as operações de contenção e remoção do combustível, o Terminal XXI recomeçou a operar, de forma condicionada, na  passada quarta-feira. Actualmente estão operacionais três postos de amarração, faltando agora a reabertura do quarto, prevista para amanhã, adiantou à “Lusa” o presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).

“Dos quatro cais que o terminal tem, três deles estão operacionais. Só o último, mais a Sul, é que ainda está em operações de remoção do produto e pensamos que até domingo estará tudo limpo, em condições de o terminal estar totalmente operacional, a 100%, sem qualquer perturbação e sem problemas ambientais”, frisou João Franco.

Ainda assim, salientou, a área afectada, confinada ao terminal de contentores, irá continuar em vigilância durante algum tempo para garantir a remoção de “resíduos” que possam surgir.

“Como pode haver ainda alguns resíduos que apareçam entretanto, porque debaixo do cais, como é feito em estacas, pode aparecer algum resíduo, mantêm-se as brigadas de prevenção para recolher tudo o que aparecer e vão manter-se durante os dias que forem necessários”, assegurou o gestor.

João Franco fez ainda questão de destacar que a “rápida” intervenção da administração portuária, que contou com o apoio do Serviço de Combate à Poluição da Direcção Geral da Autoridade Marítima, evitou “problemas ambientais”.

“A preocupação foi fazer a contenção, foi feita rapidamente, as barreiras estavam em operação 15 minutos após o conhecimento do derrame, evitou-se o alastramento da mancha, evitaram-se problemas ambientais”, disse, assegurando que “não houve nenhum produto que tenha saído da área do terminal”.

O presidente da APS deverá reunir na próxima semana com a associação ambientalista Quercus, que exigiu saber quais os “impactes ambientais” e que fossem “apuradas as responsabilidades” do incidente. “Nós cá estaremos para prestar os esclarecimentos todos, como fazemos à comunicação social e faremos a quem mais pedir, porque não temos nada a esconder, porque fizemos um trabalho de facto notável. Não digo nós, a administração, digo nós, a organização, a empresa”, rematou.

No Terminal XXI continuam os dois navios que poderão estar na origem do derrame, o porta-contentores MSC Patrícia e o reabastecedor de combustível Baía 3, enquanto a Polícia Marítima prossegue com as diligências do processo de investigação.

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