O Porto de Sines e a PSA Sines têm em curso um investimento de 16,8 milhões na duplicação da capacidade do ramal ferroviária do Terminal XXI.

Terminal XXI poderá fazer 36 comboios de 750 metros

O investimento é suportado em partes iguais pela administração portuária e pela concessionária do Terminal XXI e acautela já a ligação ao futuro terminal Vasco da Gama. Em causa estão a ampliação da plataforma ferroviária de carga/descarga do terminal de contentores, com duas novas linhas para comboios de 750 metros de comprimento (obra já concluída e executada pela PSA Sines), melhorias nos sistemas de via, catenária e de sinalização, e a revisão do layout do terminal (nomeadamente com a construção de uma quarta linha e de uma nova linha de reversão adequada à dimensão destas composições.

Quando concluídas as obras, a capacidade de movimentação de comboios passará das actuais 24 composições de 600 metros de comprimento cada, para 36 comboios de 750 metros cada, ou seja, quase duplicará, para fazer face ao esperado aumento de movimentação de contentores no porto alentejano.

Para o futuro está prevista a instalação de uma quinta linha de resguardo para aumento da capacidade da manobra, bem como a ligação ao Terminal Vasco da Gama, em redundância de acessos, com a construção de um segundo acesso.

Ministro garante mais investimentos

O ministro das Infraestruturas e da Habitação visitou hoje as obras e sublinhou que dificilmente o porto de Sines deixará de fazer investimentos.

“O porto de Sines é fundamental para o desenvolvimento do país e é um porto que dificilmente parará de fazer novos investimentos. Já foi lançado o concurso para o Terminal XXI e para o novo Terminal Vasco da Gama e há um conjunto de investimentos que vão ter de continuar a acompanhar a expansão do porto”, sublinhou Pedro Nuno Santos, que se fez acompanhar pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, e pelo secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda.

Para o governante, a ligação dos portos à ferrovia “é obviamente estruturante” e a ligação da ferrovia a Espanha e ao restante território nacional “é fundamental”, sendo o porto de Sines “central nesse grande esforço de desenvolvimento nacional”.

Destacando o facto de todas as obras no porto alentejano não terem sofrido atrasos ou paragens, devido à pandemia de covid-19, o ministro das Infraestruturas e da Habitação deu o exemplo da ampliação e modernização do ramal ferroviário do porto.

“Com todas as medidas de segurança que foram asseguradas durante este período era importante que, dentro do possível, não parássemos as obras e isso aconteceu aqui. Foi muito importante este investimento não ter parado e terem sido cumpridos os prazos, apesar da situação que se viveu nos últimos três meses em Portugal”, afirmou.

 

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  1. Parabéns a Sines e Alentejo apesar deste atraso em décadas, que levou a que a “nossa concorrência “deixasse para trás o nosso terminal XXI, os portos espanhóis e Tanger/ Marrocos, depois do Covid 19 é preciso trabalhar muito bem para tentar recuperar lugar merecido entre os muitos portos do Mediterraneo o que será dificílimo mesmo