Até ao final do ano, o terminal de contentores de Sines ganhará uma nova frente de cais, onde passarão a ser operados os navios feeder, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS junto da concessionária.

A tão badalada, mas pouco ou nada detalhada, fase 2+ de expansão do Terminal XXI de Sines consistirá na criação de uma nova frente de cais, com uma extensão de 200 metros, capaz de receber e operar navios de até 150 metros de comprimento (navios feeder), de acordo com informação da PSA Sines.

O novo cais surgirá no topo noroeste do cais actual, actualmente com 80 metros de extensão. “A obra que agora se pretende levar a cabo consiste no prolongamento do cais em cerca de 120 metros”, avançou a operadora ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS. Será nisso, e na aquisição de equipamentos de movimentação de cargas, como gruas móveis, que serão aplicados os 40 milhões de euros de que se fala. A PSA Sines paga tudo. Sem contrapartidas.

O novo cais disporá de fundos de -13/-15 metros, suficientes para os navios feeder que demandam Sines. As obras deverão ficar concluídas no último trimestre do ano corrente.

Com o desvio dos feeders para o novo cais, a PSA Sines libertará os 940 metros da frente do terminal de contentores, e todos os sete pórticos ali instalados, para a operação dos megacarriers. Garantindo assim que poderá sempre operar dois megacarriers em simultâneo.

E assim, com a nova frente de cais, os novos equipamentos e os ganhos de produtividade induzidos, a capacidade de movimentação de cargas do Terminal XXI subirá dos 1,7 milhões para os 2,5 milhões de TEU/ano.

Entretanto, mantém-se em aberto a renegociação da concessão da PSA Sines. Mas o desfecho poderá não ser, afinal, tão rápido assim. “O nosso focus imediato é garantir a capacidade de resposta do terminal para o curto/médio prazo, sendo que esta fase 2+ providencia essa mesma capacidade”, refere a concessionária.

Quanto ao futuro, “o nosso objectivo continua a ser o desenvolvimento sustentado do Terminal de Sines e, como tal, também o fortalecimento da parceria entre a Autoridade Portuária e a PSA é algo que vamos continuar a considerar como prioritária”, acrescenta.

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