A Autoridade da Concorrência (AdC) já foi notificada do negócio da compra da Tertir pelos turcos do Yildirim Group, através da Yilport Holding, que afinal não abrangerá a Tersado.

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Em causa está a aquisição do “controlo exclusivo da Mota-Engil Logística SGPS e da Tertir, Terminais de Portugal, mediante a aquisição de acções correspondentes a 100% do respectivo capital social”, é dito no aviso hoje publicado na imprensa.

De fora do negócio ficam “as empresas Tersado – Terminais Portuários do Sado, Takargo – Transporte de Mercadorias, STM Moçambique – Sociedade de Terminais de Moçambique, Logz – Atlantic Hub e Tirtife – Terminais de Aveiro”.

A Tersado é a concessionária do terminal Multiusos – Zona 1 do porto de Setúbal, vocacionado para o movimento de carga geral fraccionada e alguns granéis. A Takargo é a operadora ferroviária de transporte de mercadorias. As demais empresas actuam no negócio das plataformas logísticas, sendo que a primeira opera em Maputo,a segunda ainda não arrancou com a plataforma do Poceirão e a  terceira está inactiva há muitos anos.

Resta saber agora onde serão arrumadas estas participações, com destaque óbvio para a Tersado e para a Takargo. A alienação é uma possibilidade.

A partir da publicação do anúncio pela AdC, os interessados têm dez dias para se pronunciarem sobre o negócio.

Apesar de no recente estudo sobre o sector portuário a AdC ter denunciado uma excessiva concentração da operação portuário num reduzido número de players, entre eles a Mota-Engil / Tertir, não e crivel que venha a levantar obstáculos à operação ou sequer a impor “remédios”.

Foi em Setembro passado que o Grupo Yildirim chegou a acordo com a Mota-Engil e o Novo Banco para comprar a totalidade da Tertir e, assim, acrescentar uma dezena de terminais ao seu portfolio, com isso entrando para o top 20 mundial dos operadores de terminais de contentores.

 

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