As exportações «de têxteis e vestuário caíram 1% em 2019, para 5 259 milhões de euros, com o aumento de 3,3% das vendas extra-comunitárias a não compensar o recuo de 1,9% na União Europeia.

Num comunicado emitido após a divulgação pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) das Estatísticas do Comércio Internacional relativas a 2019, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) refere que os artigos de vestuário responderam por 60% das exportações do sector, enquanto 26% foram matérias-primas têxteis (incluindo fios, tecidos e têxteis técnicos) e os restantes 14% corresponderam a têxteis-lar e outros artigos têxteis confeccionados.

No ano passado, o vestuário em malha foi a categoria de produtos que registou a maior quebra (menos 50 milhões de euros, equivalente a -2,3%), seguindo-se os outros artigos têxteis confeccionados, onde se incluem os têxteis para o lar (com menos 19 milhões de euros exportados, ou seja, -2,8%) e as matérias-primas de algodão (menos 12 milhões de euros, -7%).

Pela positiva, a ATP assinala o vestuário em tecido, cujas exportações aumentaram 2,5% (correspondente a um acréscimo de 24 milhões de euros) e as pastas, feltros e artigos de cordoaria, com +9,4% (acréscimo de 22 milhões de
euros).

Em termos de destinos, destaca o crescimento das vendas para os EUA e França (acréscimo de 17 milhões de euros), assim como para a Turquia (mais 11 milhões de euros ou +47,4%), referindo ainda o desempenho positivo do Canadá (acréscimo de seis milhões de euros ou +12%).

Já para Espanha as exportações recuaram 73 milhões de euros (-4,3%) e para a Alemanha diminuíram 14 milhões de euros (-3%), tendo estes sido os destinos com maiores quedas em termos absolutos.

No que se refere às importações de têxteis e vestuário, aumentaram 3,6% para 4 476 milhões de euros em 2019, sobretudo devido à importação de vestuário, que representou 53% do valor importado e aumentou 7,6% (mais 168 milhões de euros).

No final do ano passado, a balança comercial do sector português de têxteis e vestuário somou um saldo positivo de 784 milhões de euros, registando uma taxa de cobertura de 118%.

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