As companhias membros da THE Alliance registaram prejuízos de 329 milhões de dólares no segundo trimestre do ano. A culpa é, sobretudo, da alta do preço do petróleo.

Os membros da THE Alliance tiveram prejuízos de 329 milhões entre Abril e Junho

Nem a consolidação, as sinergias e os ganhos de escala conseguem vencer os efeitos da subida do preço do bunker e da depreciação das tarifas no transporte marítimo de contentores. Que o digam os membros da THE Alliance, que junta a Hapag-Lloyd, a ONE e a Yang Ming.

No primeiro trimestre de actividade (na prática, o segundo do ano civil), a ONE, participada pela K Line, MOL e NYK, registou perdas de 120 milhões de dólares, quando a expectativa era de lucros. Como se não bastasse o difícil contexto, o arranque das operações integradas foi um “desastre”, e isso paga-se.

Sem problemas internos, pelo contrário, a Hapag Llloyd também soçobrou ao disparo do preço do combustível e à baixa das tarifas. Mesmo se aumentou significativamente os volumes transportados. Entre Abril e Junho, a companhia germânica perdeu 80 milhões de dólares (e no semestre duplicou os prejuízos em termos homólogos).

A  Yang Ming foi o último membro da THE Alliance a apresentar resultados. Foram negativos em 129 milhões de dólares no segundo trimestre.

Contas feitas, juntas, as três companhias da THE Alliance perderam 329 milhões de dólares só num trimestre.

As coisas, dizem, parece estarem a melhorar, mas a mudança só deverá sentir-se mais lá para o final do ano e em 2019. Caso para dizer que nem sempre o “big is beautiful”.

 


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