O debate em torno da tonnage tax está na ordem do dia em Itália, com os armadores divididos em dois grupos com posições opostas.

Armadores italianos não se entendem sobre a quem aplicar a Tonnage tax

Um desses blocos é liderado pela Confitarma (apoiada pelo grupo Grimaldi) e o outro é a recém-criada Assarmatori (liderada pelo CEO do grupo Messina, Stefano Messina, e apoiada pela MSC, Italia Marittima e Grandi Navi Veloci entre outras).

O primeiro grupo visa manter inalterado o registo internacional de navios e a tonnage tax concedida a companhias de navegação italianas e a navios com bandeira transalpina. Já o segundo pretende que o registo internacional local seja aberto a companhias que empregam marítimos italianos a bordo, mesmo que os navios sejam geridos no estrangeiro ou naveguem com pavilhões de outros países da UE.

Uma solução “à grega”

Uma nova ideia, que pode representar um compromisso e sobre a qual tanto Confitarma como Assarmatori estarão dispostas a negociar, foi promovida por Nicola Coccia, presidente da Gestioni Armatoriali.

“Para evitar um enorme êxodo de navios do país, é melhor pensar em que os efeitos positivos da tonnage tax e do registo internacional não incidam apenas sobre as companhias de armadores, mas também nos gestores de navios”, afirmou Coccia numa conferência sobre transporte marítimo de mercadorias, realizada em Génova.

“A condição essencial seria que uma companhia de gestão de navios estivesse completamente encarregada das actividades de tripulação e gestão da embarcação”, acrescentou.

O compromisso proposto parece ser muito inspirado no que é o modelo actual na Grécia, onde a propriedade dos navios é completamente separada das actividades de gestão que são localmente baseadas.

 

 

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