As sete principais companhias de transporte marítimo de contentores controlarão, em breve, 90% da oferta de capacidade mundial, prevê a Drewry.

A consultora acredita que será essa a realidade uma vez concluídas as fusões da OOCL com a Cosco e das operações de contentores das três companhias japonesas na Ocean Network Express.

A 1 de Outubro de 2017, havia 379 operadores de navios mas, além das 31 principais companhias, nenhuma das demais tinha uma quota de mercado superior a 0,1%, segundo dados da Drewry.

“O sector está a dirigir-se para um cenário no qual um pequeno punhado de operadores dominantes imporá a ordem, mas ainda existe uma concorrência saudável na maioria das rotas por enquanto”, indica a consultora no Container Insight Weekly, informou a IHS Media.

Actualmente, segundo a Alphaliner, os sete maiores players mundiais (Maersk, MSC, CMA CGM, Cosco, Hapag-Lloyd, Evergreen e OOCL) detêm, juntos, uma quota de mercado – em termos de capacidade – de 69,5%.

Já a MOL, a NYK e a K Line, que serão a ONE a partir de Abril, representam, agregadas, 6,8%.

A estes valores, porém, haverá que somar a nova capacidade representada pelas muitas encomendas que alguns destes players têm colocadas, com destaque para a MSC (332 mil TEU), CMA CGM (326 mil), Cosco (464 mil) e, mais recentemente, Evergreen (490 mil).

A busca da escala – em termos de companhias, devido às fusões, e de navios, que são cada vez maiores e a operarem menos serviços – está, segundo a SeaIntel, a expor ainda mais os operadores à pressão concorrencial.

Isso tem influência nos preços médios dos fretes, que estão sob pressão. Apesar de um forte aumento no volume de contentores durante a temporada alta no início do período de Natal, os preços estão a cair.

 

 

 

Os comentários estão encerrados.