Os 110 maiores portos do mundo movimentaram 600 milhões de TEU em 2017, um crescimento de 6,1%. Xangai somou 8,3% e confirmou-se como líder, superando pela primeira vez os 40 milhões de TEU.

Os resultados foram compilados pela Alphaliner. Entre os 110 portos considerados, a consultora salienta que apenas 12 movimentaram menos contentores que em 2016. Ao contrário, os outros 98 reportaram ganhos. Entre os perdedores destacam-se Gioia Tauro, com um recuo de 12,4%, e Port Kelang, com menos 9%.

Do lado dos vencedores, Roterdão merece especial referência pelo aumento de 10,9% até aos 13,7 milhões de TEU, que lhe permitiu ganhar um lugar no ranking, passando a 12.º, por troca com Port Kelang.

Nos lugares acima do ranking não houve mudanças de posições. Xangai manteve o primeiro lugar, com 40,2 milhões de TEU, à frente de Singapura, com 33,7 milhões. No terceiro posto manteve-se Shenzhen, com 25,2 milhões de TEU. m

O top 10 continua dominado por portos chineses, com seis representantes. Los Angeles/Long Beach é o único porto ocidental, ocupando a nona posição, com 16,9 milhões de TEU.

Entre os portos europeus, para além de Roterdão, Antuérpia também subiu uma posição, para o 14.º lugar, com 10,5 milhões de TEU (+4,1%). Hamburgo manteve-se 18.º (8,9 milhões de TEU, a ceder 0,8%) e Bremerhaven 27.º (5,5 milhões de TEU, mais 0,5%).

Aqui ao lado, em Espanha, Algeciras (-7,9% para 4,4 milhões de TEU) caiu do 28.º para o 34.º lugar. E com isso Valência subiu um lugar, de 30.º para 29.º, com 4,8 milhões de TEU (+2,1%).

Até ao momento apenas foram tornados públicos os primeiros 50 classificados do top 110 da Alphaliner. Sines, um dos portos que mais cresceu nos últimos anos, e em particular em 2017, no movimento de contentores, certamente terá mantido, ou mesmo reforçado a sua posição entre os 100 maiores do mundo.

Este artigo tem1 comentário

  1. luís pereira

    Infelizmente, por culpa exclusiva da MINISTRA DO MAR, ANA PAULA VITORINO, que nada faz e só mete água, o porto de Sines vai perder a corrida do futuro crescimento contra TANGER MED EM MARROCOS E ALGECIRAS, VALÊNCIA E BARCELONA em Espanha, todos eles têm planos muito ambiciosos de expandir e graças às renegociações já feitas com as entidades que administram as concessões ou seja o Estado mas a ministra portuguesa em + 2 anos ainda não fez as renegociações com Leixões & Aveiro e Alcântara & Setúbal e Sines para poderem concorrer com os 3 grandes espanhóis e com Marrocos, que vergonha !