Quinze empresas de transporte público de passageiros alertaram hoje para a instabilidade e degradação do serviço público provocadas pelo Governo.

Para as empresas signatárias do comunicado, a decisão do Governo, publicada em Diário da República no dia 29 de Novembro, de prolongar as concessões por dois anos cria incerteza e insegurança, uma vez que os operadores ficam sem saber até quando, de facto, poderão continuar a operar.

E, assim, “nenhum operador poderá fazer contratações de pessoal nem lançar planos de investimento” , o
que “leva à degradação da qualidade do serviço às populações”.

No texto, os operadores criticam também a decisão do Governo de fixar “uma Taxa de Actualização Tarifária de 0,38%, por oposição à proposta de 3,96% feita pela ANTROP”, o que agravará “a insustentabilidade de algumas operações de serviço público de transporte de passageiros”. Tanto mais que, lembram, os aumentos salariais negociados em 2018 e a subida do preço dos combustíveis, resultaram num “aumento exponencial dos custos de operação”.

“A falta de adopção de medidas por parte das autoridades e do Governo que garantam a remuneração necessária dos operadores levará os mesmos a tomar decisões que podem afectar a prestação do serviço público de transporte de passageiros e que podem passar, por exemplo, pela supressão de ligações, frequências ou horários e consequente supressão de postos de trabalho”, avisa-se no comunicado.

Dizendo-se defensores da concorrência e transparência, os operadores lembram a necessidade de serem lançados concursos sustentáveis e chamam a atenção para o facto de haver “cada vez mais concursos para concessões aos quais não concorre nenhuma empresa ou concorre apenas uma” e para situações “em que o vencedor não tem condições de sustentabilidade que garantam os principais
interesses da autoridade de transportes e consequentemente o interesse das populações”.

O comunicado é assinado pela Albano Esteves Martins & Filhos, Auto Viação Feirense, Auto Viação Minho, Auto Viação Pacense, Landim, Empresa Berrelhas de Camionagem, Empresa Transportes Gondomarense, Espírito Santo – Autocarros de Gaia, Grupo AVIC, Grupo Transdev, Litoral Norte – Transportes Rodoviários de Passageiros, Rodonorte – Transportes Portugueses e Rodoviárias do Liz, do Oeste e do Tejo.

 

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  1. Votaram na geringonça aí estão os resultados e só vai parar quando levar Portugal à falência e depois vem a Troika outra vez, a esquerda só ganha à direita número vezes que chamou o FMI : são 3 a zero, que vergonha !