A Comissão de Trabalhadores da Administração do Porto de Lisboa avisa que, tal como está a ser implementada, a redução salarial média de 5% definida pelo Governo, “rapidamente tenderá para os 15%”.

Em causa está a aplicação nas empresas do Sector Empresarial do Estado, do corte salarial médio de 5% e da redução de 15% nos custos operacionais.

Os representantes dos trabalhadores da administração portuária da capital sustentam que “não é indiferente e não tem a mesma consequência para o factor trabalho, leia-se remuneração dos trabalhadores, cortar 15% nos custos operacionais de uma empresa com exploração directa, ou noutra que seja fundamentalmente prestadora de serviços (reguladora).

A Comissão de Trabalhadores lembra ainda que a APL, apesar de ser uma SA de capitais exclusivamente do Estado, não é financiada pelo Orçamento de Estado, nem recebe indemnizações compensatórias, variáveis que, sustenta, deverão também ser tomadas em linha de conta.

Na carta enviada ao ministro Teixeira dos Santos, a Comissão de Trabalhadores pede que seja reavaliado o critério de redução “por forma a não prejudicar a competitividade da empresa”.

 

 

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