O governo de Israel desistiu de privatizar o porto de Ashdod, face à oposição dos trabalhadores locais, que têm de dar o sim à operação.

A intenção israelita de atrair investidores privados para o porto de Ashdod, o segundo maior do país, sempre foi contrariada pelos trabalhadores, daí resultando uma sucessão de greves.

E porque o “sim” dos trabalhadores é uma condição imperativa para o avanço da privatização, as autoridades decidiram suspender o processo pelo menos por um prazo de cinco anos.

Os representantes dos trabalhadores festejaram a decisão e já avisaram que se ou quando a questão for de novo colocada exigirão uma participação de pelo menos 25% na futura sociedade privada. Para já o porto de Ashdod permanecerá público.

Privatização de Haifa avança

Ao invés, o porto de Haifa vai mesmo ser privatizado, após acordo entre o governo e os representantes dos trabalhadores.

Nos termos do acordo, num prazo de seis meses será lançado um concurso público internacional para seleccionar o novo dono do porto, localizado no Norte do país. Os planos para Haifa prevêem a expansão e o aprofundamento do porto, de modo a possibilitar a operação de navios de maiores dimensões.

Recorde-se que o governo de Israel tem um acordo com o Shanghai International Port Group (SIPG) para operar um novo terminal de contentores em Haifa a partir de 2021, mas a questão está a criar algum embaraço nas relações com os EUA, que sublinha a necessidade chinesa do SIPG e alerta para questões de segurança nacional (os navios da Armada norte-americana são presença frequwnte em Haifa).

 

 

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