Ainda a primeira greve não se iniciou e já o sindicato dos trabalhadores portuários do Centro e Sul anuncia nova paralisação, para durar entre 24 de Novembro e 4 de Dezembro. O porto de Lisboa será o mais afectado.

Estivadores

O novo pré-aviso de greve segue de poucos dias um primeiro comunicado do mesmo sindicato avisando para a paralisação do porto de Lisboa (e também Setúbal e Figueira da Foz) entre os dias 14 e 24 do corrente.

Em causa está o desacordo com os operadores portuários sobre a revisão do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT), entretanto denunciado pelos patrões, e, logo, a entrada plena em vigor da nova legislação de trabalho portuário aprovada na anterior legislatura.

O novo pré-aviso de greve, difundido ontem mesmo, aplica-se a todas as operações de movimentação de cargas no porto de Lisboa em condições que não respeitem, na óptica do sindicato – as regras “tradicionais” aplicáveis ao trabalho portuário e que de alguma forma envolvam trabalhadores que não sejam considerados trabalhadores portuários.

No relativo aos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, a paralisação anunciada restringir-se-á à operação de navios desviados da capital para “fugir” à greve.

Na fundamentação para a nova paralisação, o sindicato dos trabalhadores portuários do Centro e Sul alude às negociações (entretanto abortadas) do novo CTT, sustentando que os representantes das entidades patronais recusaram propostas sindicais que, no essencial, replicariam condições inscritas no CCT do porto de Leixões “considerado pelos representantes patrocinais o porto modelo do País”.

No mesmo comunicado, o sindicato “louva” a atitude de alguns responsáveis do porto da Figueira da Foz que terão aceitado retomar as negociações sem condições prévias.

A concretizar-se mais esta paralisação, o porto de Lisboa (sobretudo este) arrisca uma paralisação de 20 dias.

 

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