A cada dia, sete ou oito navios porta-contentores cruzam o canal do Suez em cada direcção. Uma – improvável – interrupção daquela ligação teria sérias consequências para o sector.

Quais seriam as implicações para o shipping mundial do fecho do canal do Suez, em resultado da agitação política na região? A Alphaliner procurou uma resposta para esta questão e concluiu que o transporte marítimo de contentores seria, muito provavelmente, o mais afectado.

As razões são simples e quantificáveis. Os navios porta-contentores representam 38% número total de embarcações que cruzam o canal. Medida em tonelagem, o peso específico do tráfego de contentores atinge os 55%, por causa das crescentes dimensões dos motherships. Mais do dobro da tonelagem dos navios-tanques e butaneiros juntos, por exemplo.

Mas há mais dados que realçam a importância do Suez para o tráfego marítimo de contentores, segundo os analistas parisienses. Actualmente passam por ali 56 rotações de navios porta-contentores. A esmagadora maioria tem uma periodicidade semanal. E de entre todas 46 respeitam a ligações entre o Extremo Oriente e a Europa.

Por outras palavras, sublinnha a Alphaliner, a cada dia que passa passam pelo Suez sete a oito pota-contentores, em cada sentido.

Na impossibilidade de cruzar o canal, a alternativa será utilizar a rota do Cabo. Mas no caso de uma viagem entre Singapura e Roterdão, por exemplo, contornar África pelo Sul representa navegar mais 3 500 milhas náuticas, um terço mais de caminho, ou mais sete dias de mar. Uma não solução, quando há cargas para transportar e a conta do combustível está de novo a subir.

 

Comments are closed.