O tráfego de contentores na América Latina caiu 0,9% em 2016, de acordo com o mais recente ranking portuário da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). A descida mantém a tendência negativa dos últimos anos.

Brasil - Portos

O tráfego global na região totalizou 47,5 milhões de TEU em 2016, com os 40 maiores portos a representarem 90% do total, indica a CEPAL. Os restantes 4,4 milhões de TEU foram manuseados por cerca de 100 outros portos.

A desaceleração em 2016 deveu-se, principalmente, ao desempenho negativo de cinco países: Brasil (-4,4%), Panamá (-9,1%), Colômbia (-3,6%), Argentina (-6,1%) e Bahamas (-14,3%).

Por outro lado, outros países reduziram o impacto da desaceleração geral, tendo registado crescimento. Foram os casos do México (3,2%), Chile (4,8%), Peru (8,4%), Equador (4,5%), República Dominicana (8,3%), Guatemala (8,8%), Costa Rica (7,3%) e Uruguai (9,5 %).

Os portos da costa Leste da América do Sul registaram uma queda de movimentos de 3,7%, em comparação com apenas 0,7% em 2015, devido, sobretudo, ao declínio do tráfego no Brasil e na Argentina.

Em contrapartida, os portos da costa Oeste registaram um aumento de actividade de 4,5%, principalmente graças aos portos de Chile, Peru e Equador.

Já a América Central caiu 3,5% no ano passado – principalmente devido à queda de 9,1% no Panamá –, o que contrasta com o aumento de 4,5% em 2015.

A queda do tráfego de contentores na América Latina em 2016 mantém a tendência de exercícios anteriores. Os dados da CEPAL indicam uma descida média de 6% em 2012, de 1,3% em 2013, de 2,4% em 2014 e de 2,5% em 2015.

 

 

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