O tráfego ferroviário de mercadorias entre Portugal e Espanha (e vice-versa) cresceu 17% em 2017.

O tráfego ferroviário de mercadorias entre Portugal e Espanha (e vice-versa) cresceu 17% em 2017. 

O resultado – positivo, embora em termos absolutos a importância dos tráfegos transfronteiriços na Península seja ainda diminuta – foi adiantado quando da recente assembleia geral do Agrupamento Europeu de Interesse Económico – Alta Velocidade Espanha-Portugal (AEIE-AVEP).

Na reunião discutiram-se os progressos nos trabalhos realizados pelos grupos técnicos nos três pontos transfronteiriços ferroviários entre Portugal e Espanha: Valença-Tui, Vilar Formoso-Fuentes de Oñoro e Elvas-Badajoz. As principais linhas de trabalho centraram-se na actualização dos acordos transfronteiriços e na aprovação de um estudo para melhorar as conexões das redes ferroviárias em Espanha e Portugal, assim como com o resto da Europa.

Houve também no encontro informações sobre o andamento do estudo, co-financiado pela União Europeia, que o Corredor Atlântico AEIE está a realizar sobre a implementação de comboios com 750 metros de comprimento na Península Ibérica. Esta análise toma como referência o relatório publicado em 2016 sobre a avaliação do impacto das limitações de infra-estrutura nos operadores ferroviários.

A este respeito destacou-se a importância da decisão adoptada pela Comissão Europeia, datada de 24 de Abril, relativa à execução da ligação ferroviária transfronteiriça Évora-Mérida, do Corredor Atlântico da Rede Básica Trans-Europeia, assim como as correspondentes acções, com uma calendarização de trabalhos para o horizonte 2019-2025, já iniciada por ambos os países.

No entretanto, a Infraestruturas de Portugal (IP) já lançou concursos para vários troços da ligação Évora-Mérida, enquanto a Adif avança na infra-estruturação da linha de Alta Celocidade para a Extremadura e Portugal.

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