A cada dia que passou, 1 566 veículos pesados cruzaram o túnel do Monte Branco no ano passado.

Os números de 2010 superam em 10% os registados em 2009, mas ficam ainda abaixo dos resultados de 2007. Mas sobretudo são inferiores em 27% aos valores anteriores a 1998, quando a passagem foi fechada na sequência de um incêndio de grandes proporções.

Entretanto, desde o início de Janeiro que os veículos Euro 1 não podem circular no túnel. Os restantes continuam a pagar taxas de passagem inversamente proporcionais aos níveis das suas emissões poluentes. Nos primeiros quatro meses do ano corrente, 45% dos veículos foram já Euro 5.

A preservação da qualidade do ar no vale de Chamonix levou a concessionária do túnel de Monte Branco a investir 2,5 milhões de euros na instalação de um filtro de partículas no túnel, capaz de filtrar 400 m3 de ar por segundo.

A segurança contra os incêndios motivará também investimentos de dois milhões de euros, até ao próximo ano. E a protecção contra derrocadas e desabamentos custará outros 700 mil euros.

Apesar do seu intenso movimento, o túnel do Monte Branco apenas representa 5,8% do tráfego de pesados nos Alpes. A passagem de Brenner concentra a maior fatia do trânsito (30,4%), enquanto pelo túnel de S. Gothard passam 22,7%. O restante tráfego passa por Vintimille.

 

 

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