O movimento de contentores nos principais portos do Continente atingiu em 2015 um máximo de 2,58 milhões de TEU, com Sines a impor o ritmo do crescimento. Os movimentos de transhipment já valem quase metade do total.

MSC Zoe

O novo recorde de contentores nos portos nacionais representa um crescimento homólogo de 2,5%. Mas Sines, cada vez mais o maior porto do segmento, progrediu muito mais. Avançou 8,5% e atingiu 1,33 milhões de TEU. O que representa mais de 50% do total nacional. Ao invés, Leixões recuou 6,4% para cerca dos 624 mil TEU. E Lisboa cedeu 4,1% para 481 mil TEU.

Entre os portos mais pequenos, Setúbal cresceu 17,7% e chegou aos 121 mil TEU, enquanto a Figueira da Foz subiu 17,6% para a casa dos 23 mil TEU.

Pela primeira vez nos últimos anos, Sines e o Terminal XXI não cresceram a dois dígitos mas mantiveram-se incólumes à evolução da economia nacional.

O tráfego de transhipment representa cerca de 80% dos movimentos totais no porto alentejano, avança a AMT, tendo superado claramente o milhão de TEU no ano findo. Somem-se-lhe os 9% de Leixões e os 3% de Lisboa (números da AMT) e ter-se-ão mais de 1,1 milhões de TEU processados em transhipment nos portos nacionais.

Na análise que faz aos números da movimentação de contentores nos portos nacionais, a AMT refere também o facto de cerca de 25% dos TEU serem de contentores vazios, com especial incidência nos movimentos de desembarque (onde os vazios atingirão 40% do total, contra 12% nos embarques).

 

 

 

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