Os portos nacionais movimentaram em Janeiro e Fevereiro 497 528 TEU. Mais de metade passou por Sines e mais de metade correspondeu a movimentos de transhipment, de acordo com os dados da AMT.

Sines - MSC Busan

Em termos globais, o moviment0 de contentores nos portos do Continente aumentou 29,1% face ao período homólogo de 2016. Sózinho, Sines movimentou 310 360TEU.

O porto alentejano cresceu, neste particular, 56% face a Fevereiro do ano passado e passou a deter uma quota de mercado de 62,4%. Para tal foi determinante, como sublinha a AMT, a explosão nos movimentos de transhipment, com uma subida homóloga de 65% até aos 259 mil TEU.

Dito de outra forma, mais de metade dos contentores movimentados nos portos do Continente respeitaram a movimentos de transhipment, que são praticamente um exclusivo do Terminal XXI.

Face a este cenário, todos os demais portos perderam quota no mercado de contentores, mesmo aqueles que cresceram face a 2016. Como foi o caso de Lisboa, com um ganho homólogo de 13,8% e 68 569 TEU processados. O mais castigado foi Leixões, que recuou 6,3% para 94 812 TEU e perdeu 7,2 p0ntos percentuais de quota (vale agora 19,1%).

Em termos percentuais, Setúbal registou a maior perda homóloga (12,8% para 19 644 TEU) e a Figueira da Foz ficou com a maior subida (55,6% para 4 143 TEU).

 

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