Desde o início do ano que a Portline e a Transinsular estão a operar conjuntamente as ligações com Cabo Verde e a Guiné Bissau. Uma opção “inédita” ditada pela crise.

Ao abrigo do acordo firmado entre os dois armadores nacionais, o África Express da Transinsular é garantido pelos dois navios da linha Guiver da Portline, o Nordpartner e o Hispania.

Em cada um dos navios a Transinsular assume uma capacidade de 300 TEU, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS junto do armador da Grupo ETE. O Nordpartner tem uma capacidade nominal de 1 354 TEU e o Hispania, recentemente fretado, chega aos 1 640 TEU nominais.

A rotação completa do serviço é Roterdão, Le Havre, Leixões, Setúbal, Las Palmas, Mindelo, Praia e Bissau.

Decorre daqui que o África Express da Transinsular deixou de escalar o porto de Lisboa, e que Bissau voltou a ser escalada directamente pela linha Guiver da Portline, e não mais através do serviço feeder que ligava Las Palmas à capital da Guiné e a Conakry.

A Transinsular justifica o acordo com a Portline com a “situação de crise que presentemente se vive no mercado dos transportes marítimos internacionais”. Estas operações conjuntas são comuns no shipping internacional, mas é “inédita na história da marinha mercante nacional”, sublinha.

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