De uma assentada, a Transinsular relança a oferta para Cabo Verde e reforça a aposta nas ligações inter-ilhas e com os países vizinhos da África Ocidental.

Pouco tempo volvido sobre o lançamento do “África Expresso”, o armador do Grupo ETE anuncia o “Lince Class”, um serviço quinzenal, com escalas a dia fixo, que liga Leixões e Lisboa (com extensão ao Norte da Europa) a Cabo Verde (Praia e Mindelo) com passagem pelas Canárias.

O serviço é assegurado pelo Pocahontas, um navio com capacidade para 950 TEU, incluindo 330 reefers de 40 pés.  Os transit time prometidos são os “melhores do mercado”: cinco dias entre Lisboa e Praia, à exportação, cinco dias entre Mindelo e Leixões à importação.

A escala em Las Palmas acontece apenas no sentido southbound, permitindo encaminhar para Cabo Verde e países vizinhos cargas provenientes do Mediterrâneo.

O Pocahontas descarregará no porto da Praia e carregará no porto do Mindelo.

“Atobá” assegura cabotagem

A partir da Praia, será o “Ponta do Sol”, da Transinsular Cabo Verde, que assegurará o encaminhamento das cargas para as restantes ilhas do arquipélago (Boavista e Sal), e também para Bissau, Nouadhibou e Nouakchott.

O serviço “Atobá”, como foi baptizado, assegurará igualmente o transporte de mercadorias entre aqueles portos e o encaminhamento para o Mindelo das cargas destinadas aos mercados de exportação. Nove dias é o transit time anunciado entre o porto mauritano de Nouadhibou e Leixões.

Mas não só. O Grupo ETE, com a Transinsular, aposta em afirmar Cabo Verde com um hub para as trocas entre o Norte da Europa, o Mediterrâneo e a África Ocidental, mas também para o encaminhamento de mercadorias provenientes da América do Sul, por exemplo, peixe oriundo do Brasil  ou Uruguai com destino a Vigo.

“Esta nova arquitectura de transporte marítimo oferecida pelo Grupo ETE, via o seu armador Transinsular, contribui para Cabo Verde se afirmar como o pólo de desenvolvimento de transporte marítimo na África Ocidental e reforçar a crescente importância geo-estratégica do arquipélago no Atlântico”, refere, em comunicado, Luís Mira de Oliveira, administrador do grupo para Cabo Verde.

“Este modelo garante ganhos adicionais de competitividade aos nossos clientes – rapidez, regularidade, dias fixos na semana que lhes optimiza o time to market em Cabo Verde, Guiné Bissau, Mauritânia e Canárias, e simultaneamente transformam Cabo Verde no hub marítimo para a Africa Ocidental”, reforça o novo CEO da Transinsular, Claus Larner.

 

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