A União Europeia (UE) concentra mais de 95% dos negócios dos transitários portugueses, segundo um estudo realizado para a APAT pelo ISCTE Junior Consulting.

De acordo com os dados do Relatório Global APAT 2019, hoje divulgado pela associação dos transitários, os mercados comunitários são a origem de 98,9% das importações e o destino de 96,5% das exportações em que os transitários intervêm.

Considerando o universo de empresas transitárias, 62% importam mercadorias, sendo que 98,99% fazem-no dentro da zona comunitária, e 78,41% realizam exportações.

O Relatório Global APAT 2019 realizado pelo ISCTE Junior Consulting  concluiu que a maioria das empresas transitários divide-se entre a Grande Lisboa e o Norte, concentrando-se aí 94% do volume de negócios da actividade.

O sector é constituído essencialmente por pequenas empresas, com a maioria (53%) e empregarem menos de 10 trabalhadores e menos de 10% a contarem mais de 50 colaboradores.

O cenário repete-se quando ser olha para o volume de negócios: 19% das empresas facturam menos de 500 mil euros, 52% variam entre os 500 mil e os 5milhões de euros, e 20% têm um volume de negócios entre os 5 milhões e os 20 milhões de euros.

A APAT conta 260 associados, representando a grande maioria das empresas habilitadas a exercer a actividade em Portugal.

Segundo dados da PorData, o sector transitário representa cerca de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) português.

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