As empresas públicas de transportes perderam mais 220 milhões de euros no terceiro trimestre de 2014, face ao período homólogo anterior, revelou a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).

Entre Julho e Setembro, as empresas em causa – Carris, CP, Metro do Porto, Metro de Lisboa e STCP – perderam 541,1 milhões de euros. O equivalente a 64% das perdas totais (840 milhões de euros) registadas pelas empresas do Estado.

A Metro do Porto e a CP foram as que mais perderam no período: 253 milhões e 161 milhões de euros, respectivamente. No caso da operadora da Invicta, porém, o agravamento deveu-se essencialmente à reavaliação do justo valor dos activos. A STCP perdeu 45,2 milhões de euros, a Carris 37 milhões e a Metro de Lisboa 36 milhões.

Entre as empresas de infra-estruturas, as administrações portuárias melhoraram os resultados líquidos para 24,5 milhões de euros, enquanto a Estradas de Portugal lucrou 6,8 milhões e a Refer perdeu 65,9 milhões de euros.

A TAP passou de lucros a prejuízos, tendo registado perdas de perto de 28 milhões de euros por causa dos problemas sentidos no Verão com a falta de aviões.

Em termos de passivo, no final do terceiro trimestre do ano passado a Estradas de Portugal era a campeã, com 18,9 mil milhões de euros, seguida à distância pela Refer com sete mil milhões. As duas estão em processo de fusão.

No Porto, a Metro acumulava 4,3 mil milhões e a STCP 567 milhões de passivo. E em Lisboa a Carris contava 1 020 milhões e a Metro 5,3 mil milhões.

Sozinha, a CP tinha um passivo de 4,4 mil milhões de euros e a TAP somava 1,8 mil milhões. No seu conjunto, as administrações portuárias contavam perto de 550 milhões de euros de passivo.

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