Na próxima quarta-feira, dia 23, os camiões dos associados da Antram deverão circular mais devagar pelas estradas do país, em protesto contra o aumento do ISP decidido pelo Governo.

Greve camiões

Depois de várias reuniões – ao que parece infrutíferas – com representantes do Executivo, e enquanto aguarda – aparentemente sem grande expectativa – um encontro com o ministro Eduardo Cabrita, a Antram decidiu demonstrar o descontentamento do sector com a realização de uma marcha lenta a nível nacional. Uma medida já pré-anunciada no final da última reunião de transportadores rodoviários de mercadorias realizada em Pombal.

Em causa continua o aumento do ISP, decidido pelo novo Governo para compensar a perda de receitas fiscais decorrente da baixa dos combustíveis. Na altura ficou a promessa de reduzir o ISP assim o preço do crude recuperasse,  mas até ao momento ainda não terá subido o suficiente.

Ao mesmo tempo, o Governo propôs a majoração em 20% dos gastos com combustível, em sede de IRC, mas a Antram sustenta que tal não chega para compensar os sobrecustos impostos.

Enquanto isso, e apesar dos apelos governamentais em contrário, a Antram sustenta que 80% dos camiões nacionais já abastecem em Espanha e outros 10% em França e na Alemanha!

A Antram agrega cerca de duas mil empresas, que operam com cerca de 15 mil camiões. Caso a adesão à marcha lenta seja significativa, serão de esperar alguns problemas de fluidez de trânsito, em particular nas áreas metropolitanas de Lisboa, e, também, atrasos em alguns abastecimentos. Sendo que os operadores logísticos, os carregadores, os transitários também já se manifestaram contra o aumento do ISP.

Os comentários estão encerrados.