As organizações espanholas de transportadores rodoviários de mercadorias rejeitam a intenção do governo de desviar para as auto-estradas o tráfego de camiões. Madrid insiste no dialogo.

A posição dos transportadores foi vincada após uma reunião com responsáveis do Ministério do Fomento, em Madrid. “Não podemos admitir que a rentabilidade das concessionárias das auto-estradas seja suportada pelas economicamente frágeis empresas transportadoras”, referiu em comunicado o CNTC – Comité Nacional de Transporte por Estrada. A CETM – Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias defende, por seu turno, que se elabore um estudo do projecto e do tráfego rodoviário nas estradas em que se pretende interditar a circulação de camiões.

 

Os transportadores insistem que há soluções mais baratas e eficazes para aumentar a segurança rodoviária, que o governo espanhol garante estar na base da proibição dos camiões de circularem em 1 300 quilómetros de 16 estradas nacionais de faixa única, obrigando-os a utilizarem as auto-estradas.

O “desvio”, a implementar a partir do segundo trimestre, terá como contrapartida um subsídio, da parte do Estado, de 50% dos custos das portagens e aplicar-se-á apenas onde as estradas nacionais tenham alternativa de auto-estrada portajada. Caso os motoristas optem por continuar na auto-estrada, mesmo quando já possam regressar à estrada nacional, a subvenção às portagens será então de 35%.

O Ministério do Fomento dispõe de dez milhões de euros para financiar estes subsídios às portagens.

Os transportadores defendem que o desvio dos camiões para as auto-estradas seja sempre uma opção dos operadores.

Apesar do insucesso da última reunião, o ministério de Ana Pastor insiste em negociar a proposta, que entende ser “boa para o transporte rodoviário e para o país”.

 

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