Catorze associações europeias de transportadores rodoviários de mercadorias, entre elas a Antram, manifestaram-se conjuntamente contra a aplicação ao sector da Directiva do Destacamento, por ser incompatível com a actividade real que desenvolvem.

Motoristas

No texto, as associações de transportadores sustentam que não se pode comparar a situação dos motoristas do transporte internacional, que no espaço de um dia podem atravessar as fronteiras de vários países, com a de trabalhadores deslocados durante meses, ou mesmo anos, num país distinto daquele que são naturais ou onde estão contratados.

Além do mais, sublinham as 14 associações, a aplicação da Directiva (96/71/EC) nos diversos Estados-membros multiplica as regras e os procedimentos administrativos, com os operadores a terem de observar até 20 legislações diferentes e 50 níveis de salários mínimos. O que, avisam, será “especialmente negativo para as pequenas e médias empresas, com menos recursos para atenderem a tão complexa situação normativa”.

Em linha com as suas congéneres subscritoras do documento, a Antram sustenta, em comunicado, que “a nova Directiva não contribui para a construção de um mercado único mais forte e que, através do aumento inevitável dos custos das operações de transporte internacional, pode mesmo enfraquecê-lo”.

Além da Antram, subscreveram a declaração associações de transportadores rodoviários de mercadorias da Bulgária, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estónia, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa e Roménia.

Juntas, as associações envolvidas reclamam representar mais de 50% do tráfego internacional rodoviário de mercadorias na Europa medido em toneladas-km.

A declaração pode ser consultada aqui.

 

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