O governo francês não desiste de criar uma ecotaxa – agora temporária – para que o transporte rodoviário contribua para o financiamento do desenvolvimento da rede viária. O sector recusa.

O tema será abordado na Lei de Orientação à Mobilidade, cujo texto será apresentado nas próximas semanas em Conselho de Ministros. “As companhias de transporte devem ajudar a financiá-las [às infra-estruturas viárias]”, afirmou a ministra dos Transportes francesa, Élisabeth Borne, em Paris, num encontro com membros da futura Associação de Jornalistas de Transportes e Mobilidade.

Entretanto, as associações do sector francesas FNTR, UNOSTRA, CSD e TLF já anunciaram que rejeitam a medida. “Num momento em que a França tem o diesel mais caro da Europa, as federações rejeitam esse tratamento injusto, que afectará a competitividade das companhias”, refere o comunicado conjunto.

“Em qualquer dos casos, o Estado esforça-se para fazer crer que os transportadores não participam do financiamento de infra-estruturas e que agravar os custos com os veículos pesados é um meio eficaz de financiar infra-estruturas”, indica uma nota da UNOSTRA. A organização lembra que os “camiões já estão sujeitos a um imposto que não se designa assim, mas que é a substituição perfeita da ecotaxa: o aumento de quatro cêntimos por litro de combustível”.

A UNOSTRA acrescenta que os veículos pesados contribuem mais do que suficiente para as infra-estruturas: cobrem 214% dos seus custos nas auto-estradas e 122% em todas as estradas. “A estrada, graças às contribuições de todos os seus utilizadores, já gera 39 mil milhões de euros em vários impostos”, remata.

 

 

 

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