Os transportadores rodoviários de mercadorias gregos estão de novo em greve, depois de em Julho praticamente terem paralisado o país.

O motivo da paralisação mantém-se o mesmo: a intenção do governo de Atenas, pressionado pelo FMI, liberalizar o acesso à actividade de transporte rodoviário de mercadorias, um dos sectores mais fechados da economia helénica.

Nos últimos 40 anos poucas foram as licenças de actividade emitidas pelas autoridades gregas. O governo pretende, num prazo de três anos, emitir novas licenças e reduzir os seus custos. Actualmente as licenças de transportador rodoviário de mercadorias trocam de mãos por milhares de euros.

A abertura do mercado grego do transporte rodoviário de mercadorias é uma das condições impostas pela União Europeia e pelo FMI para viabilizarem o auxílio de 110 mil milhões de euros à depauperada economia local.

Analistas gregos estimam que a liberalização do sector poderá representar um aumento de 10% no PIB do país num horizonte de cinco anos.

Em Julho, a paralisação de uma semana dos transportadores provocou a ruptura no abastecimento de combustíveis, das superfícies comerciais e das fábricas. A ponto de o primeiro ministro ter autorizado a prisão e a retirada das licenças de operador aos transportadores que se recusassem a retomar o trabalho.

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