Por causa da concorrência dos transportadores da Europa de Leste e dos estados do Báltico, os transportadores rodoviários de mercadorias dos países nórdicos querem limitar a realização de operações de cabotagem nos seus territórios.

Os transportadores da Dinamarca, Suécia e Noruega dizem que a falta de controlo das actuais regras comunitárias pode levar ao desaparecimento do sector do transporte rodoviário de mercadorias naqueles países.

Os motoristas romenos ou búlgaros, dizem, ganham o equivalente a 10% do salário dos seus colegas nórdicos, e assim os operadores locais estão a ser atirados fora do mercado pela concorrência baseada no preço.

As associações de transportadores estimam que o sector terá perdido cerca de 7 500 trabalhadores nos últimos cinco anos. E não terá sido por causa da crise porque, sustentam, o volume de tráfego mantém-se.

O que mudou, isso sim, foi a nacionalidade dos transportadores. Se em 1982, quatro em cada cinco camiões envolvidos nos tráfegos internacionais na região eram nórdicos, agora apenas um em cada cinco ainda ostenta matrícula local.

Face a esta situação, os transportadores rodoviários de mercadorias nórdicos pretendem que os governos dos respectivos países defendam a limitação das operações de cabotagem dos transportadores dos estados bálticos, ou da Europa Central a apenas uma recolha ou entrega semanal na Escandinávia.

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