Os transportadores europeus afectados pela cartelização de cinco construtores de camiões poderão reclamar entre 10% e 15% do valor dos veículos adquiridos. A Direcção-Geral da Concorrência (DG Concorrência) da Comissão Europeia deverá em breve publicar os procedimentos a seguir pelos lesados.

Mega-camiões

Após a publicação do documento por parte da DG Concorrência, será definido um prazo para que os afectados apresentem reclamações. Em Espanha, por exemplo, uma plataforma online, a que podem aderir as companhias e empresários em nome individual que adquiriram camiões com mais de seis toneladas das marcas DAF, Daimler/Mercedes, Iveco, MAN ou Volvo/Renault, entre 1997 e 2011, o período em que a Comissão Europeia considera terem existido práticas ilegais de limitação da concorrência.

Estima-se que a cartelização tenha afectado, nos referidos 14 anos, os termos de comercialização de cerca de dez milhões de camiões em toda a União Europeia. Os construtores envolvidos produzem nove de cada dez camiões que circulam na União.

Em Julho de 2016, Bruxelas impôs uma multa de 2 926 milhões de euros a cinco construtores europeus de camiões envolvidos no esquema. A Daimler foi a mais penalizada, com uma multa de mil milhões de euros, seguindo-se a DAF com 753 milhões, a Volvo/Renault Trucks com 670 milhões e a Iveco com 495 milhões de euros. Todas, à excepção da DAF, beneficiaram de reduções nas multas por terem colaborado com a Justiça europeia.

A Scania pode vir ainda a ser multada. Ao contrário dos restantes construtores, a marca sueca não admitiu a participação na cartelização de preços e Bruxelas irá ditar uma resolução específica, a qual pode, mesmo, terminar numa multa de valor individual superior à dos restantes construtores, de acordo com alguns analistas.

 

 

 

 

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